La Stratégie

by Alexander Sweden

Tag: Di María

Os que detestam ser confrontados (porque sabem tudo) versus os atrevidos (porque apontam o dedo)

Relativamente ao recente post do Lateral Esquerdo, cumpre-me levantar algumas lebres. Quando o autor escreve: “Conheço um tipo que diz que saber ler não é saber o significado das palavras juntas numa frase. É saber interpretar o significado das palavras em conjunto”, fico satisfeito, porque presumo que o autor se esteja a referir a ele próprio. É sempre salutar conhecermo-nos a nós mesmos.

É também devido a essa iliteracia que não fico aborrecido com a distorção que o autor do referido blog faz perante aquilo que defendo neste espaço. Não é nitidamente má-fé, antes dificuldade em saber as palavras juntas numa frase.

Como uma mentira dita muitas vezes, torna-se verdade, cumpre-me rebater alguns pontos (podia rebatê-los a todos, mas alguns são tão ridículos que quem me lê atentamente automaticamente os refuta):

Em momento algum afirmei que a tomada de decisão não é o fator mais importante e diferenciador da qualidade no futebol de hoje. Aquilo que eu afirmo e reafirmo é que esta só por si não suficiente. Necessita de andar de mãos dadas com outras valias e por isso posso afirmar que não quero um jogador que só decida bem porque o futebol precisa de muito mais. Há alguns jogadores que não obstante serem fracos na capítulo da decisão, compensam esse défice com outras mais-valias e apresentam um saldo final mais positivo que muitos que só sabem decidir. Que é um bom indiciador? Sem dúvida, parece-me consensual, mas não justifica toda uma doutrina suportada apenas nesse padrão.

O autor do referido blog, quiçá confuso com tanta informação, e talvez porque não gosta de ser confrontado no plano das ideias (basta analisar a forma como responde a alguns comentários dos seus seguidores e como assobia para o ar perante outros) veio afirmar “Essa mesma escola, é a que coloca James, e Ibrahimovic no mesmo perfil de decisão de Diego Costa e Di Maria”. É falso, em momento algum coloquei estes 4 atletas no mesmo perfil da decisão, aquilo que referi é que os quatro não eram claramente conhecidos por tomarem a maioria das vezes a suposta melhor decisão. Ou seja, são normalmente associados a outras mais valias que não essa. Partir destas palavras e construir toda uma teoria que constata que os estou a colocar no mesmo perfil de decisão torna-se hilariante. Penso que seria mais oportuno assumir se prefere o Montero ao Diego Costa ou o Postiga ao mesmo Diego Costa.

Finalmente, o autor do lateral esquerdo, demonstra tanta preocupação como aquilo que eu escrevo que até já marca aqueles que me seguem e por isso vem afirmar: “E que já tem alguns seguidores que colocam Messi na mesma categoria de Hulk e Ronaldo, e como se não fosse possível ser mais atrevido, na mesma intervenção compara-os à, admirem-se, Bebé”. Não seria preferível deixar de perder tempo com isso, permitir que as pessoas se expressem sem lhes apontar uma arma à cabeça num tom arrogante como quem sabe tudo (mas que profissionalmente prova muito pouco) e tratar de preencher as lacunas da sua escola para que esta não se assemelhe tanto a um queijo suíço. Ou então, porque não criar uma daqueles vídeos onde consegue (não obstante não ver o terreno de jogo todo) afirmar a priori qual a melhor decisão?

p.s. claro que não gosta de atrevidos, prefere aqueles que não o questionam, que não o confrontam (até porque quando o fazem normalmente reage mal, não admite o erro, pois se já sabe tudo, porquê evoluir e aprender escutando outros pontos de vista). Espero sinceramente que não seja um tirano. O tirano normalmente não compreende o sentido de humor (tipo trivela foguete), leva tudo demasiado a sério e odeia que as suas ideias sejam colocadas em causa.

A capacidade física

Após um post onde defini o que é a técnica (algo bem mais do que fintinhas), considerei importante partilhar com as centenas dos que me leem o que é afinal a capacidade física.

No contexto futebolístico, ela não terá de ser necessariamente sinónimo de força bruta, capacidade de choque com o oponente, de levar pancada e voltar a levantar-se, velocidade, capacidade de aceleração ou impulsão. Ver a capacidade física apenas por este prisma é bastante redutor, tal como é redutor analisar e valorizar um jogador apenas e tão só a partir da sua capacidade de tomar as supostas melhores decisões.

Quando se invoca que determinado jogador tem uma grande capacidade física, ou altos índices físicos, não significa que ele tenha de ter o pescoço do diâmetro de um boi, um six pack que dê para lavar a roupa, que o seu dorso seja em formato V, muito menos que tenha de se assemelhar a um lutador de Wrestling.

Um dos meus leitores confessou-me que o Cristiano Ronaldo com 17 anos era fraco fisicamente. Discordei. Nessa idade CR7 já tinha muitas horas de treino extra em cima e uma aptidão física fora do normal (em determinados parâmetros). O facto de não manifestar, na altura, um cabedal digno de respeito não significaria que não tivesse uma grande capacidade física. O avançado português (assim como atualmente Di María), manifestou desde cedo que em determinados vetores era detentor de fabulosos índices físicos, padrões que muitos atletas com 10 anos de carreira profissional não ostentam.

Passo a explicar: Ter uma boa capacidade física significa também a capacidade de distribuir a força no momento certo.

Os tipos que partem tijolos com as mãos não têm mais força que um porteiro de discoteca ou que um pugilista, no entanto, têm uma capacidade física superior nesse domínio, conseguindo concentrar o máximo de força num único gesto. A capacidade de, num gesto contra natura (como o remate de letra), aplicar no momento certo um grande índice de força. Não é pera doce, muito menos num contexto de jogo, onde tem que se agir rápido, sem tempo para grande preparação físico-mental. Esta perspetiva justificou ter escrito num post anterior que o remate trivela requer uma considerável capacidade física. O que muitos não compreenderam. Ou porque nunca jogaram futebol de 11, nunca experimentaram rematar ou centrar tenso em trivela numa conjuntura hostil (leia-se no terreno de jogo num ambiente de competição) ou porque consideram, porque não compreendiam o conceito, que a força só se manifesta quando é realizada de uma forma mais evidente, mais estridente e visual. Não é por acaso que o ballet é uma das atividades humanas mais exigentes do ponto de vista físico. Exige uma extraordinária capacidade física, quase supra-humana, no entanto quer-se que sejam leves como uma pluma a ágeis com um felino.

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Os 23

A lista dos candidatos à Bola de Ouro 2014 está concluída. Vale o que vale, mas é interessante constatar que desta lista nem todos são claramente conhecidos por tomarem a maioria das vezes a suposta melhor decisão (o que é distinto da melhor decisão como verdade universal), porque não obstante a capacidade de decidir bem ser fundamental no futebol, há um conjunto de outras características que são importantes na hora de graduar um jogador. Diego Costa faz naturalmente parte da lista. Olhando o futebol por um canudo, ficaríamos chocados, analisando o futebol como um todo, tal como vem demonstrando José Mourinho ao longo da sua carreira, só nos podemos regozijar.

Cristiano Ronaldo

Gareth Bale

Karim Benzema

Toni Kroos

Sergio Ramos

James Rodriguez

Mario Gotze

Philipp Lahm

Thomas Muller

Manuel Neuer

Bastian Schweinsteiger

Arjen Robben

Lionel Messi

Andrés Iniesta

Javier Mascherano

Neymar

Diego Costa

Thibaut Courtois

Eden Hazard

Ángel Di María

Yaya Touré

Zlatan Ibrahimovic

Paul Pogba

 

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