La Stratégie

by Alexander Sweden

Tag: Cédric

Há momentos em que um treinador não deve ler o jornal.

Este recado é para o Marco Silva. Um treinador nunca deve permitir que a tentativa de manipulação tome lugar no seio da equipa. Falo da aposta do Miguel Lopes em detrimento do Cédric. Sendo factual que o mais novo é um dos patinhos feios da blogosfera e da imprensa dita especializada, importa questionar se este só passaria a ser merecedor de justo reconhecimento se reunisse no mesmo corpo os atributos do Daniel Alves e do Angloma? Ou nem assim?

Não é evidente a escola de Cédric, os conceitos defensivos e ofensivos que assimilou durantes anos, a trajetória de sucesso, desde o seu empréstimo e consequente regresso à base até à conquista da titularidade a pulso, em detrimento da carreira bem atribulada e cheia de episódios do Miguel Lopes? Entre empréstimos, pouca utilização no Porto e lesões, será justo tudo isto esquecer e optar por recordar apenas os 13 jogos que fez pelo Braga?

A quem compete liderar, aos matutinos, aos autores de certos blogs ou ao treinador imbuído de uma visão fria, imparcial e intocável? Ou estaremos apenas perante uma gestão amadora à Lopetegui ou perante intromissões na gestão do plantel leonino relacionado com a renovação de um vínculo que só termina em 2016? Não acredito nisso.

Anda-se a toque de caixa do Visão de Mercado e de outros veículos propagandistas que tentam lamber as suas feridas insaráveis (de forma cada vez mais indisfarçável), ou seria preferível assumir uma postura mais profissional? Afinal, não é para isso que somos pagos?

Marco-Silva-Sporting

Soltas

Carrillo a quebrar mitos. A capacidade física não é igual em todos os seus vetores entre todos os atletas de alta competição. As pequenas diferenças podem traduzir-se na prática em enormes diferenças. No que respeita à velocidade, Carrillo é muito mais rápido que o seu opositor da equipa alemã. Foi essa distinção que permitiu o golo do Sporting nascer. A decisão (com bola) foi fundamental, mas sem os atributos físicos e técnicos que a antecederam aquela nunca teria tido lugar.

Naby Sarr, por mais que seja tentador olhar para aquele físico e o estilo slow motion e crucificar (coisa que um profissional nunca deve fazer com base em meia dúzia de jogos, muito menos perante um atleta estrangeiro e jovem.  O debitar de sentenças prévias são para os adeptos) a verdade é que pode progredir muito através de um plano de melhoria criterioso (voltarei a falar nisso num futuro post). Não é propriamente lento, usa a sua alta estatura para cobrir o jogo aéreo e o pé esquerdo não é cego. Terá que melhorar ao nível de perceção do jogo, da distância que deve estar do sector do meio campo  e dos seus colegas defensivos em cada contexto (onde a defesa leonina contínua a mostrar lacunas, e que erroneamente se chama de profundidade, potenciando o erro do jovem francês) , mas tendo em conta os 21 anos de idade, o facto ser estrangeiro e estar a vivenciar uma primeira experiência extramuros, há motivos para otimismo (as declarações de Marco Silva no flash interview sobre a evolução dos jovens jogadores expressam exatamente esse sentimento).

Cédric dá mais no momento ofensivo num jogo que o André Almeida em meia volta do campeonato. Defensivamente, não há tantas diferenças como se quer fazer parecer (até porque o jogador benfiquista tem beneficiado de uma maior proteção intersectorial, leia-se trinco e ala, que o  jogador leonino). Continua-se sem perceber as opções do Paulo Bento nas suas últimas convocatórias.

A evolução de Slimani ao nível do transporte de bola, da técnica de receção e passe têm sido demonstrativas que mesmo com 25 anos de idade se pode evoluir, mais ainda quando se passa de um contexto da 3.ª divisão mundial para um ambiente de trabalho potenciador do processo de aprendizagem.

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“Eu debito sentenças”

Percorrer a blogosfera e os canais de TV e enfrentar  o constante debitar de sentenças pode tornar-se um exercício penoso para quem acredita na evolução de um jogador de futebol.

Aproveitando o jogo da seleção nacional, recordo-me perfeitamente a forma como Cédric, na sua primeira internacionalização A, foi crucificado em praça pública. Os detratores, que afirmaram a plenos pulmões que este jogador não servia, e que possivelmente serão os mesmos que reivindicaram há 12 anos atrás que o Luisão também não seria importante (neste caso para o Benfica), demonstram que não acreditam na evolução de um jogador. Aquilo que ele é hoje, é o que será amanhã. Por outras palavras, não acreditam na formação e seus efeitos, ou julgam que esta só faz sentido em idades mais tenras ou perante alguns atletas escolhidos a dedo.

Para mim, a formação, não só produz resultados, como é um processo que deve acompanhar todo o percurso profissional de qualquer jogador. É natural que os seus efeitos sejam mais evidentes nos primeiros anos, porque há mais terreno virgem a percorrer, mas fechar a porta a esta dinâmica, é o mesmo que defender que um trabalhador, a partir de certa idade, não pode melhorar, não pode adquirir novas competências. É viver dentro de uma caixa (e o mundo todo lá fora).

Fazer um jogo mau, principalmente quando se trata de uma estreia, nunca poderá significar o exterminar irremediável de um jogador, tal como um mau dia na vida do comum mortal não significará, obrigatoriamente, que se venha tornar, a partir daí, o ser mais infeliz do planeta.

Compete ao treinador apostar na constante melhoria dos seus pupilos e deixar o debitar de sentenças e a assunção de opções radicais para quem não compreende o futebol, para quem que prefere hiperbolizar a realidade momentânea em detrimento de uma visão global, como quem anda à procura de um protagonismo que não lhe pertence e que resolve o problema no futuro assobiando para o ar.

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