La Stratégie

by Alexander Sweden

Tag: Capacidade física

Fernando Torres já não interessa à primeira divisão europeia?

Fernando Torres tem capacidade técnica, sabe decidir com bola, mas isso é pouco perante as exigências dos grandes clubes europeus.

Apesar de tomar boas decisões com bola, opta demasiadas vezes por receber a bola no pé, apostando pouco na conquista do espaço de forma assertiva (o que só a boa decisão sem bola permite). Isto determina que  o avançado espanhol se encontre demasiadas vezes num espartilho quando recebe a bola e se torne inconsequente. Se tivesse uma capacidade física assombrosa (tal como a velocidade e poder para aguentar o choque), aliada à sua capacidade técnica, até poderia mascarar o défice  da decisão sem bola, mas como não tem e estagnou no processo evolutivo, no que à decisão sem bola diz respeito, vê outros jogadores menos dotados no aspeto de decisão com bola (como Diego Costa) deixá-lo a milhas de distância.

Há também o aspeto mental. Quando este se revela depressivo, tudo o que de bom tem um jogador passa a ser pior do que deveria. Quando o estado anímico é positivo, o que é mau, deixa de ser tão ruim, e o que é bom passa a ser maravilhoso.

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A falsa doutrina ou o direito a viver no Matrix?

Leio aqui que o Nélson Oliveira é detentor de um “Perfil incrível físico e técnico que não tem acompanhamento no que mais importa. A tomada de decisão.”

Ou seja, sobrevaloriza-se um aspeto que secundarizamos (perfil físico e técnico), constata-se a realidade (a fraca performance desportiva do atleta) para manifestar o quão crucial é o aspeto que o atleta não tem e ao qual que damos primazia (decisão), sustentando assim uma teoria contra tudo e contra todos (nem que isso leve alguns incautos a endeusar o Postiga e a desprezar o Diego Costa).

Pena é que deitando a mão a sofismas deste tipo consigo comprovar qualquer teoria por mais irreal que esta possa ser. Porque não criar um blog onde se defenda a teoria que todos habitamos dentro de pequenas incubadoras cheias de líquido amniótico e que é o Matrix o responsável por criar a ilusão de termos vidas perfeitamente normais?

Basta sobrevalorizar o aspeto que secundarizamos (os 5 sentidos), constatar a realidade (a incompreensão da razão da vida) para manifestar o quão crucial é o aspeto que o homem não tem e ao qual damos primazia (os deja vus), sustentando assim uma teoria contra tudo e contra todos (nem que isso leve alguns incautos a endeusar os mitos urbanos e a desprezar o conhecimento científico).

Desde quando o Nélson Oliveira tem um perfil incrível no que quer que seja?

Sabendo que a capacidade física está associada à força, capacidade de coordenação,  velocidade, flexibilidade e agilidade (ver aqui), o avançado português destaca-se apenas num aspeto da força (aguenta o choque mas falta-lhe remate e poder de impulsão) e na velocidade, mas pelo número de lesões que já leva no cadastro não me parece que seja excecional na capacidade de coordenação. No que respeita à flexibilidade (permite determinados gestos técnicos específicos) e agilidade (permite realizar mudanças rápidas de direção), constato que não é nada de extraordinário. Dito isto, posso concluir que o Nélson Oliveira não tem um perfil incrível físico.

Sabendo que a capacidade técnica de um avançado é sinónimo de habilidade para lidar com a bola nos mais diversos aspetos de jogo (ex. Receção, drible, passe, remate e guardar a bola), Nélson Oliveira não é fora de série em nenhum dos parâmetros. Apresenta mesmo grandes lacunas ao nível do remate (o que para um avançado é um grande handicap), drible e passe.  Dito isto, posso concluir que o jogador português não tem um perfil incrível técnico.

Resumindo, o Nélson Oliveira não é incrível nem nos aspetos físicos, nem técnicos. Tendo em conta que ao nível da decisão é muito fraco, e contando já com 23 primaveras, não será risível que venha a tornar-se um jogador para um grande. No entanto, e mesmo não sendo este o cenário ideal, se o atleta ostentasse altos níveis físicos e técnicos e continuasse a não tomar maioritariamente as supostas melhores decisões, apresentaria muito mais potencial para jogar ao alto nível, compensando o défice decisório com aqueles atributos, porque a vida real, fora das bibliotecas ou das bancadas ou do futebol amador, demonstra-nos que estes atributos só por si resolvem inúmeros problemas e podem aproximar a equipa do sucesso variadíssimas vezes.  O problema é que o Nélson Oliveira além de ser fraco a decidir, física e tecnicamente não é nada de extraordinário, e é devido a esse facto que o aspeto decisório é mais notório e mais lesivo para a equipa. Se ele fosse extraordinário do ponto de vista físico e técnico, a capacidade de decisão seria mascarada, e a mais-valia que representava para a equipa poderia atingir níveis que lhe permitissem assegurar a titularidade e ser alvo de cobiça por parte de grandes treinadores.

O perfil do Nélson Oliveira não prova o quão vital é a decisão no seu caso em concreto, antes demonstra o quão vital é para um jogador que não reúna altos padrões decisórios, que os compense com altos índices técnicos e físicos, o que não é o caso.

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Porque o cérebro com que nascemos não basta.

A propósito do simulador 360S cumpre-me o seguinte desabafo:

Saber decidir é muito importante no futebol, sempre o foi, e vaticino que continuará a ser, mas esta capacidade torna-se uma mão cheia de nada se deixar de ser fomentada pelo treino, e se este não for aproveitado para incrementar outros parâmetros (físicos e técnicos). Ao contrário do que se apregoa, a velocidade, a força, a agilidade, com verdadeiro impacto desportivo, não são fáceis de alcançar num mundo tão competitivo. Requer esforço, requer deixar de acreditar na história da carochinha que leva muitos jovens a deixar de trabalhar mais do que os outros só porque nessa faixa etária decidem melhor do que os outros. Que caminho perigoso é este de tornar um bom indiciador numa verdade absoluta que garanta o êxito.

Zidane trabalhava mais do que os outros. Ronaldo trabalha mais do que os outros. O treino, e a forma como este é levado ao limite, assume, cada vez mais, uma importância vital porque potencia as capacidades físicas e mentais. O treino pode e deve valorizar ambas as vertentes e só através desta simbiose, o jogador de futebol pode singrar. A capacidade de decisão, sem capacidades técnico-físicas à altura, torna-se ínfima. A técnica e a física, sem o uso do cérebro, torna-se um desastre.

O mundo não é a preto a branco (por mais que nos ajudasse a compreender o fenómeno futebolístico). Na cor cinzenta, cabe a preocupação do treinador em potenciar, através do treino, os aspetos físicos e os aspetos decisórios, já que estes devem andar de mãos dadas. Quando falta um deles, o outro ressente-se, fica órfão e a carreira vai-se.

Porque razão a capacidade física é tão desprezada?

Primeiro de tudo porque a maior parte dos ditos especialistas de determinada blogsfera especializada e dos adeptos do futebol não sabem o que é.

É legitimo não saber o que é. O que não é legitimo é não saber o que é e querer atribuir-lhe um máxima que não lhe é aplicável e dar-lhe um papel redutor.

Os jogadores profissionais de futebol não são todos iguais no que à capacidade física  diz respeito.  Tal como a capacidade técnica e de decisão, também a capacidade física é distinta de jogador para jogador. Existem jogadores excecionais em termos de capacidade física, e existem jogadores que possuem os padrões mínimos para serem jogadores profissionais. Ser muito bom neste padrão pode fazer diferença no contexto atual do futebol, não porque seja por si só suficiente, mas porque pode potenciar o sucesso da equipa quando conjugado com parâmetros técnicos e de decisão.

A capacidade física não significa apenas força. Engloba este conceito, mas não é sinónimo, porque é muito mais do que isso. Além da força (que pode viabilizar remates violentos, grande poder de impulsão, aguentar o choque), envolve a capacidade de coordenação (pode contribuir para que o atleta evite lesões e que apresente menos fadiga);  a velocidade ( O que seria de Bale ou Robben sem se destacarem neste capítulo?); a flexibilidade (permite determinados gestos técnicos específicos); agilidade (permite realizar mudanças rápidas de direção).

Ao contrário do que é dito por supostos especialistas,  que andam a enganar a malta por detrás de uma douta ciência, a capacidade física é importantíssima num jogador de futebol e não é possível analisar o futebol de uma forma séria partindo do pressuposto que todos os jogadores são semelhantes no que à capacidade física diz respeito.

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Tiki-taka?

1Tendo em conta que a blogsfera leonina (e a capa do jornal Record) anda em polvorosa com o lance do terceiro golo do Sporting no último jogo da Champions, achei interessante partilhar convosco alguns, poucos, comentários.

Qual era uma das chaves do sucesso do tiki-taka? Seguramente o adormecimento do adversário através de constantes trocas de bolas (normalmente através de passes médios e curtos) para depois, num ápice, num gesto repentino, quebrar a monotonia e atacar o adversário, tal predador que se mantêm inamovível até despoletar o golpe fatal na vítima distraída. Neste caso, o golpe fatal foi dado por “La Culebra” (suportado por índices físicos fora do normal) e uma decisão (mental e física) bastante oportuna (nem sempre abundante neste jogador).

O lance em análise (disponível aqui) utiliza a mesma fórmula (mas é distinto jogar tiki-taka do que fazer algumas jogadas pontuais de tiki-taka, realidade esta que se observa em muitas equipas de futebol) e é digno de louvor, não só pela dificuldade de haver sucesso quando tantos elementos dão o seu contributo, como pela beleza plástica que nos proporciona.

O mais curioso, no entanto, é que no meio de tanta boa decisão, o que proporcionou a melhor delas (o passe de morte do peruano), foram os aspetos técnico-físicos do Carrillo. No contexto da boa decisão muitas vezes o aspeto catalisador, o que permite subir o degrau da excelência no aspeto decisório, é o físico e a técnica. Sem estes, a decisão muitas vezes é exercida apenas num âmbito de entretenimento do que num aspeto crucial para sucesso da equipa. A melhor decisão (a que mais contribui para o sucesso), muitas vezes está refém de um lampejo de força, de velocidade ou do drible fora do comum de algum dos seus intervenientes. Porque o futebol não é xadrez, não necessita apenas do cérebro, porque sem um físico que lhe dê corpo, as boas ideias podem não sair do plano intermédio. Dão boas oratórias, mas muitas vezes não ganham jogos.

Soltas

Carrillo a quebrar mitos. A capacidade física não é igual em todos os seus vetores entre todos os atletas de alta competição. As pequenas diferenças podem traduzir-se na prática em enormes diferenças. No que respeita à velocidade, Carrillo é muito mais rápido que o seu opositor da equipa alemã. Foi essa distinção que permitiu o golo do Sporting nascer. A decisão (com bola) foi fundamental, mas sem os atributos físicos e técnicos que a antecederam aquela nunca teria tido lugar.

Naby Sarr, por mais que seja tentador olhar para aquele físico e o estilo slow motion e crucificar (coisa que um profissional nunca deve fazer com base em meia dúzia de jogos, muito menos perante um atleta estrangeiro e jovem.  O debitar de sentenças prévias são para os adeptos) a verdade é que pode progredir muito através de um plano de melhoria criterioso (voltarei a falar nisso num futuro post). Não é propriamente lento, usa a sua alta estatura para cobrir o jogo aéreo e o pé esquerdo não é cego. Terá que melhorar ao nível de perceção do jogo, da distância que deve estar do sector do meio campo  e dos seus colegas defensivos em cada contexto (onde a defesa leonina contínua a mostrar lacunas, e que erroneamente se chama de profundidade, potenciando o erro do jovem francês) , mas tendo em conta os 21 anos de idade, o facto ser estrangeiro e estar a vivenciar uma primeira experiência extramuros, há motivos para otimismo (as declarações de Marco Silva no flash interview sobre a evolução dos jovens jogadores expressam exatamente esse sentimento).

Cédric dá mais no momento ofensivo num jogo que o André Almeida em meia volta do campeonato. Defensivamente, não há tantas diferenças como se quer fazer parecer (até porque o jogador benfiquista tem beneficiado de uma maior proteção intersectorial, leia-se trinco e ala, que o  jogador leonino). Continua-se sem perceber as opções do Paulo Bento nas suas últimas convocatórias.

A evolução de Slimani ao nível do transporte de bola, da técnica de receção e passe têm sido demonstrativas que mesmo com 25 anos de idade se pode evoluir, mais ainda quando se passa de um contexto da 3.ª divisão mundial para um ambiente de trabalho potenciador do processo de aprendizagem.

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A capacidade física

Após um post onde defini o que é a técnica (algo bem mais do que fintinhas), considerei importante partilhar com as centenas dos que me leem o que é afinal a capacidade física.

No contexto futebolístico, ela não terá de ser necessariamente sinónimo de força bruta, capacidade de choque com o oponente, de levar pancada e voltar a levantar-se, velocidade, capacidade de aceleração ou impulsão. Ver a capacidade física apenas por este prisma é bastante redutor, tal como é redutor analisar e valorizar um jogador apenas e tão só a partir da sua capacidade de tomar as supostas melhores decisões.

Quando se invoca que determinado jogador tem uma grande capacidade física, ou altos índices físicos, não significa que ele tenha de ter o pescoço do diâmetro de um boi, um six pack que dê para lavar a roupa, que o seu dorso seja em formato V, muito menos que tenha de se assemelhar a um lutador de Wrestling.

Um dos meus leitores confessou-me que o Cristiano Ronaldo com 17 anos era fraco fisicamente. Discordei. Nessa idade CR7 já tinha muitas horas de treino extra em cima e uma aptidão física fora do normal (em determinados parâmetros). O facto de não manifestar, na altura, um cabedal digno de respeito não significaria que não tivesse uma grande capacidade física. O avançado português (assim como atualmente Di María), manifestou desde cedo que em determinados vetores era detentor de fabulosos índices físicos, padrões que muitos atletas com 10 anos de carreira profissional não ostentam.

Passo a explicar: Ter uma boa capacidade física significa também a capacidade de distribuir a força no momento certo.

Os tipos que partem tijolos com as mãos não têm mais força que um porteiro de discoteca ou que um pugilista, no entanto, têm uma capacidade física superior nesse domínio, conseguindo concentrar o máximo de força num único gesto. A capacidade de, num gesto contra natura (como o remate de letra), aplicar no momento certo um grande índice de força. Não é pera doce, muito menos num contexto de jogo, onde tem que se agir rápido, sem tempo para grande preparação físico-mental. Esta perspetiva justificou ter escrito num post anterior que o remate trivela requer uma considerável capacidade física. O que muitos não compreenderam. Ou porque nunca jogaram futebol de 11, nunca experimentaram rematar ou centrar tenso em trivela numa conjuntura hostil (leia-se no terreno de jogo num ambiente de competição) ou porque consideram, porque não compreendiam o conceito, que a força só se manifesta quando é realizada de uma forma mais evidente, mais estridente e visual. Não é por acaso que o ballet é uma das atividades humanas mais exigentes do ponto de vista físico. Exige uma extraordinária capacidade física, quase supra-humana, no entanto quer-se que sejam leves como uma pluma a ágeis com um felino.

Blog

Boa decisão contra o resto do mundo

Este post surge na sequência da análise e de várias discussões salutares na caixa de comentários do blog Lateral Esquerdo. Partilho aqui, com os meus leitores, algumas ideias essenciais que defendo, trazendo à colação a famigerada “boa decisão”.

Antes disso, aproveito para afirmar que está a nascer uma escola, entre supostos entendidos de futebol, cujo objetivo passa por colocar o item “boa decisão” no pedestal, como se tivessem descoberto a pólvora. Trata-se uma escola errada, perigosa, perversa, e que leva a erros crassos na avaliação de um jogador, permitindo, por exemplo, que se certifique que o Postiga seja colocado no céu e o Diego Costa no inferno. Quando devia ser precisamente o contrário.

Às vezes denoto o erro de muitos comentadores do referido blog ao pretenderem encaixar tudo nas devidas prateleiras, para ficarem descansados e pensarem que percebem de futebol, quando as prateleiras estão todas ligadas entre si. E depois somos obrigados a ler barbaridades que dizem que o Postiga é bom jogador ou que o André Martins é muito melhor que o Adrien Silva. Analisando apenas uma das gavetas, até pode ser, mas na comunicabilidade com as outras, qualquer um daqueles se revela ser um jogador fraco quando comparado com a nata do futebol. Analisar um jogador apenas numa determinada perspetiva leva a um erro de avaliação. Analisar um jogador e louvá-lo apenas tendo em conta a componente “ boa decisão” é não perceber o que é o futebol. É querer transformá-lo num jogo de xadrez quando é muito mais do que isso. E depois não percebem como um determinado jogador, que supostamente devia ser fraco (de acordo com uma análise redutora) é afinal tão requisitado por grandes treinadores e resolvem o dilema assobiando para o ar na esperança que as pessoas se esqueçam que a teoria defendida tem mais buracos que um queijo suíço.

Um jogador tem de ser avaliado num conjunto de competências interligadas entre si. Diego Costa é fraco na decisão? Podemos considerar que sim, só que compensa com outros aspetos que deixa a léguas jogadores que só são bons na decisão. É muito pouco ser-se bom na decisão e esquecer tudo o resto. Eu não quero na minha equipa um jogador que só decida bem, mesmo que isso depois me traga vídeos fabulosos para expor no meu blog. Será dispensado se não evoluir em outros parâmetros.

Defendo que a boa decisão é importante, mas não se deve descurar os atributos técnicos e físicos (do executante e do companheiro), já que que são demasiado cruciais para serem esquecidos.

Sobre a relação dos aspetos técnicos versus atributos físicos, porque parece que há também uma tendência para desprezar a componente física em detrimento da técnica, quiçá porque nos dá um ar mais professoral, recordo o Ronal Koeman. Era tecnicamente evoluído no aspeto do remate, mas sem capacidade física associada a este vertente técnica nunca teria mandado tanto balázio com sucesso para dentro da baliza.

Qual a razão do Cristiano Ronaldo trabalhar tanto a vertente física? Não será apenas uma questão de vaidade. Ele sabe que para potenciar os índices técnicos  e de decisão (seus e dos colegas), estes devem estar suportados em aspetos físicos assombrosos.  Acham que o avançado português aparece tanta vez em posição favorável para marcar porque tem mais sorte do que os outros? Acham que a boa decisão sem bola que manifesta é apenas porque tem uma extraordinária capacidade intelectual de encontrar lugares vazios para receber bola? Analisem a intensidade de CR7 na busca de espaço (sem bola) e tentem imaginar a capacidade física necessária para concretizar tal desiderato.

Falava-se (falei) também na caixa de comentários do referido Blog do Ricardo Quaresma. Já alguém experimentou mandar alguma trivela foguete? Acham que o golo do Lamela é apenas técnica? Experimentem rematar de letra, num gesto técnico perfeito, e verão que a bola saí a uma velocidade ridícula se não suportada por aspetos físicos fora do normal.

Quaresma, por exemplo, que nem é dos meus jogadores preferidos, decide mal, mas compensa muitas vezes isso com outras componentes importantíssimas no jogo. E por vezes essas componentes tornam-no num jogador mais importantes que um jogador que decida quase sempre bem mas em que lhe falte tudo o resto. Conforme defendo, futebol não é xadrez. A “boa decisão” é importante, mas amputar tudo aquilo que a suporta é querer olhar para o mundo através de um canudo. Pior do que isso, é quando esses indivíduos, ainda que de forma tácita, pretendem arrogar-se que sabem mais do que os outros, mesmo perante aqueles que optam por ver todo o panorama e que analisam o futebol como um todo desde os primeiros dias da sua vida.

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