La Stratégie

by Alexander Sweden

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Porto vs Bayern

O Porto, nesta Liga dos Campeões, defrontou as seguintes equipas:

– Shakhtar Donetsk

– Athletic

– BATE

– Basileia

– Bayern

Fazendo uma análise objetiva, nenhuma das primeiras quatro equipas está associada à primeira divisão europeia; se tivessem competido na atual edição da Liga Europa seria perfeitamente natural.

Deste modo, e sendo sérios, nunca podemos afirmar que o Porto, no que respeita às primeiras quatro equipas, tenha chegado verdadeiramente a competir, em termos de valia do opositor, ao nível da Liga dos Campeões.

Nos quartos-de-final, quando se pensaria que chegada era a hora do grande teste, do verdadeiro palco de Champions, eis que um conjunto de circunstâncias (que fazem parte do futebol) ajudaram em muito, pelo menos na teoria, na obtenção de um bom resultado na primeira mão, permitindo concluir que o Porto, este ano, ainda não jogou dentro dos mais altos padrões a que a Liga dos Campeões já nos habituou nesta fase.

Mas o Porto ou o Lopetegui têm culpa disso? Naturalmente que não. Até onde podiam demonstrar competência, fizeram-no. Objetivo cumprido. No entanto, nada ainda de extraordinário foi feito, não se compreendendo o excesso de entusiasmo e tanta sobrevalorização da equipa e dos jogadores por parte da imprensa e blogosfera.

No entanto, todo este trajeto foi importante para retirar algumas verdades. O Paulo Sousa ainda não é o treinador que alguns quiseram fazer parecer que era e que o Guardiola, tal como qualquer ser humano, é uma pessoa cheia de falhas, equívocos, insucessos e, portanto, ainda não subiu à categoria de semideus (tal como nenhum treinador o conseguiu). Mais importante que ser polido e um verdadeiro gentleman, que quando tudo corre perfeito se torna demasiado fácil, difícil é, e revelador da verdadeira natureza por detrás do esmalte, manter a mesma postura quando as coisas começam a correr mal (Vid. as declarações deselegantes do espanhol sobre as supostas infiltrações do Jackson Martínez).

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Assistir ou finalizar?

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Perante a tentação em definir a priori qual a melhor decisão a adotar em determinado lance por parte de um jogador específico, a decisão de Reus deixa-nos de calças na mão.  Quem imaginaria um lance destes? Quem afirmaria antecipadamente que esta seria a melhor solução?

Ainda assim importa colocar algumas questões:

Terá sido esta a melhor decisão possível?

Tendo em conta a taxa de contribuição para o sucesso da equipa que o passe a rasgar proporcionou e a real possibilidade da decisão preconizada pelo jogador alemão ser executada com êxito (seria diferente se fosse o André Martins a tentar executar, mesmo que tivesse pensado da mesma forma) e tendo em conta as características e o posicionamento do colega que iria receber a bola e o posicionamento dos opositores e suas características arrisco-me a dizer que sim que foi a melhor decisão possível, supostamente.

Mas vamos imaginar, tendo em conta o adiantamento do guarda-redes contrário, que existia um jogador exímio a humilhar a equipa adversária marcando regularmente golos a 40 metros de distância aproveitando o mínimo adiantamento do guardião contrário (a fazer lembra Hagi no mundial de 1994) e que esse jogador era o Reus. Teria sido a melhor decisão passar a bola tal como realmente aconteceu (a jogada ficou dependente da intervenção de mais um jogador com todas as vicissitudes que isso pode trazer em termos de tomada decisão e da conclusão da jogada com êxito) ou mandar um charuto para dentro da baliza e resolver desde logo o problema?

Em ambos os lances (passar a bola ou mandar um charuto para dentro da baliza) há risco do executante falhar, mas enquanto no primeiro lance há dois intervenientes em jogo (o que envia a bola e o recebe aquele passe maravilhoso) o que faz juntar outras variáveis às possibilidades de sucesso, porque é diferente haver um interveniente do que dois intervenientes (matematicamente quantas mais vezes a bola andar a circular entre jogadores maiores probabilidades há de algo falhar), no segundo lance há apenas um interveniente. Se as possibilidades de execução fossem iguais, a matemática mandava o Reus marcar golo em vez de assistir.

 

 

 

 

Futebol versus Xadrez

Opinião do leitor “boemio desnatado” sobre Cuadrado:

“Quanto ao cuadrado, duvido que tenha sucesso no chelsea. pode vir a ser um jogador útil nalguns momentos da época, por ser fisicamente potente e tecnicamente razoável. a tal tomada de decisão, em que ele é manifestamente fraco, nunca o deixará ser um jogador de topo. aliás, nunca compreendi bem o ‘hype’ à sua volta. no mundial, por exemplo, foi eclipsado na sua equipa por james, claramente mais evoluído no aspecto da decisão.”

Opinião de José Mourinho (in a bola online) sobre Cuadrado:

“Não penso ser a melhor coisa para ele falar sobre expectativas. Precisa de tempo. Não foi uma compra de urgência, antes a resposta à saída do Schurrle. É um jogador que conheço há muito tempo, disputei a Liga dele [Serie A] duas épocas e via-o semana após semana”.

É com naturalidade que denoto grandes diferenças no discurso entre aqueles que gostam e opinam legitimamente sobre futebol e os grandes treinadores do futebol profissional. E tanto mais natural será quanto mais optarem por beberem de fontes de águas turvas. Quando a doutrina está errada, todas as avaliações e opiniões nela sustentadas serão igualmente equívocas. Isto significará que o José Mourinho tem sempre razão? Claro que não, ninguém é infalível, mas uns erram menos dos que os outros e pelo que já conquistou merece, e é sensato, que as suas opiniões sejam mais tidas em conta em vez da negação pura e absoluta só porque gostaríamos que  o futebol fosse aquilo que não é, um jogo de xadrez.  

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«Hoje em dia tudo é mais rápido, os jogadores são mais fortes e correm mais. Não havia um Messi ou um Ronaldo»,

Zidane

(in a Bola online)

 

 

 

Génio, deixa os desenhos e os bonecos e se quiseres vem responder ao leitor!

Resposta do PM ao comentário do Baggio (um qualquer, não o brilhante jogador) a um dos meus posts:

“Vá lá desta vez comentaste como Baggio… nem sei qts mails tens q ter para tanto heteronimo…

N quero estar a servir de advogado do diabo até pq n vi o lance todo em concreto… parece-me apenas pela foto que conduzir e soltar à esquerda ou direita seria a melhor opção mas num 3×2 as variáveis são enormes… a opção do passe seria para mim defensável n pela questão do fora de jogo que o AS falou mas pelo fator contrário… q é qt mais tempo demoras a soltar mais tempo dás para a linha defensiva recuar e retirar profundidade e por isso mais lateralizado vai ter que ser o passe pois se adias muito o passe o próprio Gr começa a funcionar como cobertura defensiva,

N vejo é qual é o motivo de virem para aqui malhar… ou irem malhar no Sweden para o LE… pq se dá para gozar com parte do que ele escreve tb dá praa gozar com parte do q escreves…

– Diego Costa é fraco… en?
– Suarez é fraco… en?
– Estados Unidos fracos nos Desportos Coletivos (dito por alguem q trabalha no futebol feminino!) en?
– Paulo Fonseca é bom 12.13, PF é fraco 13.14, PF é bom 14.15…. en?
– Dizes que treinas uma equipa que defende com 2 linhas de 4… mas a única (?) linha de médios forma um losango… en?
– o Ruben Amorim aos 29 anos e após umas 4 ou 5 épocas com o JJ tem muito a aprender e evoluir c o treinador…. en?
– o Benfica qd levou 5 do FCP mudou de jogadores mas n mudou de tática (maldini)…. o Benfica qd optou por mudar de tática jogando em 4x3x3 como alguns pediam levou 5×0 (baggio)… os que vêem contradições são acéfalos… en?

Mas o que mais gosto é qd dão a entender que estão muito próximos do futebol profissional…
– o Maldini a dar a entender constantemente que sabe que o JJ vai para o Porto no final da época… qd nesta altura nem quem tem que tomar as decisões (LFV e PdC) sabe o que vai fazer é uma lolada total e mostra algum desfasamento com a realidade…

mas vai na volta eu pergunto se vocês são assim tão bons pq é q ainda n sairam da formação… e dos femininos… e dos universitários… e pergunto qt é q vos pagam por isso?
pq eu até conheço umas pessoas num patamar engraçado… e se me oferecer para fazer uns relatórios gratuitamente a malta n se queixa e até agradece… mas isso n faz de mim observador de uma equipa profissional… nem faz de mim especialista em coisa nenhuma… faz de mim um tótó que trabalha à pala ou perto disso só para me poder autobajular perantes terceiros…

PS – Baggio continuo à espera dos documentos das federações belga, suiça, alemã, espanhola, etc…. relativamente à formação… aqueles em que te baseaste para dizer que deviamos seguir os modelos de formação deles… pois lá é q se trabalha bem… e q cá os treinadores são quase todos maus e n sabem o q fazem… ou estavas a dar uma de intelectual e n leste nada? espero q o teu alemão seja bom!”

E o melhor é…

A conquista da terceira bola de ouro por parte de Ronaldo já de si é notável, mas o que me parece ainda mais impressionante é que não lutou durante todo o seu percurso de conquistas contra Shevchenkos, Nedvěds, Cannavaros ou Kakás, fê-lo durante os tempos áureos de Leonel Messi, um adversário a altura perante aquilo que já ofereceu ao futebol.

Quando o talento anda de mãos dadas com o trabalho árduo e a capacidade física anda de mãos dadas com grandes atributos técnicos e um poder de decisão sem bola fora do normal é natural fazer-se parte da nata do futebol. Se lhe retirássemos tudo isso e lhe acrescentássemos uma melhor decisão com bola, não teríamos um melhor do mundo, teríamos na melhor das hipóteses um bom jogador, quiçá ainda a jogar em Portugal a ser elogiado exageradamente por alguns blogs.

Também não se compreende a febre e as pressões diabólicas para que o prémio seja entregue a um jogador fora do arco da governação (leia-se Ronaldo e Messi). Eles não são eternos, haverá muitos anos para entregar o prémio a quem de direito, não vale a pena sofrer por antecipação.

Se o Messi em 2014 apresentou estatísticas que fariam de um Iniesta um extraterrestre com direito a ganhar tudo, a fasquia está muito elevada e em termos comparativos, fez, em termos exibicionais, muito menos que no passado. As suas prestações viraram-se contra si, tal como se virarão um dia contra Ronaldo.

Já Neuer, esteve lá para compor o ramalhete e porque ganhou o Mundial (mas que de forma justa, nem o melhor da Alemanha foi considerado). Os lobbies funcionaram, mas não tanto assim. É um grande guarda-redes, mas peca por ser humano.

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Quanto vale um jogador de futebol?

O blog Visão de Mercado deu-me a conhecer um interessante estudo do “Football Observatory(para aceder à lista completa dos jogadores analisados ver aqui).

Pelo que pude analisar trata-se de um interessante raciocínio. Algoritmos ao serviço do futebol que permitem avaliar o valor de transferência dos principais jogadores de futebol calculados com base em mais de 1500 transferências desde 2009. As variáveis no modelo econométrico referem-se à performance dos jogadores (jogos, golos, dribles, etc.), as suas características (idade, a posição que ocupam no terreno, a duração do contrato, etc.), bem como a nível de competição e resultados alcançados pelas suas equipas (clubes e seleções nacionais).

Podemos discordar, argumentar que não corresponde à realidade, mas ainda assim merece algum reconhecimento porque trata com objetividade algo que nos parece tão subjetivo. O valor dos passes dos jogadores de futebol são díspares e muitas vezes determinados por caprichos, gostos pessoais, conjunturas, políticas obscuras, tomadas de decisão dos gestores. Ainda assim a matemática e as ciências exatas podem dar um importante contributo. A ciência, na minha ótica, será sempre bem-vinda, afastando aspetos alquimistas como a sorte ou o azar.

Se eu tento criar fórmulas sobre a tomada de decisão de um jogador de futebol, outros criam fórmulas que permitem avaliar, ainda que de forma indireta, a tomada de decisão dos departamentos que gerem grandes clubes de futebol (confrontando o valor pago e o valor que o algoritmo disponibiliza). Parece-me salutar a ciência ao serviço do futebol e penso que é nesse sentido que todos aqueles que estão envolvidos na modalidade se devem direcionar, sem nunca esquecer os aspetos de liderança, porque lidamos com pessoas e suas idiossincrasias.

O  “Football Observatory(para os mais interessados sobre a trabalho desenvolvido pelo observatório ver aqui ) é um grupo de investigação criado em 2005 e que faz parte do “The International Centre for Sports Studies (CIES)”, fundação privada criada dez anos antes através de uma parceria estabelecida entre a FIFA, a Universidade de Neuchâtel (Suiça), a Cidade de Neuchatel e o respetivo cantão suiço. Atualmente  o observatório é composto por 4 investigadores a tempo inteiro especializados na análise estatística de futebol. São eles:

Raffaele Poli – Cofundador e Diretor do “CIES Football Observatory”. Doutorado em Ciências humanas (Especialização em Geografia Humana). É o responsável pela administração, comunicação e desenvolvimento estratégico.

Loïc Ravenel – Cofundador e Diretor do “CIES Football Observatory”. Doutorado em Geografia. É responsável pelos desenvolvimentos de bases de dados e da transposição para outros desportos das soluções metodológicas desenvolvidas no futebol.

Roger Besson – Doutorado em Ciências Sociais. É responsável pelo desenvolvimento de modelos estatísticos para avaliar o desempenho dos jogadores de futebol e do seu valor de mercado. É ainda responsável pela edição dos relatórios anuais do CIES Football Observatory.

Andrea Pessina – Recém Mestre do “FIFA Master – International Master in Management, Law and Humanities of Sport“. Para possíveis interessados em ingressar no mestrado a data limite é no dia 9 de janeiro. Mais informações ver aqui:). É responsável pela recolha de toda a informação relevante sobre os futebolistas profissionais presentes nas ligas analisadas (31 campeonatos principais afiliados na UEFA).

Para os mais curiosos, que pretendam saber o valor de um determinado jogador (real ou hipotético) existe uma plataforma (ver aqui)onde se inserem alguns dados (idade do jogador, data em que o contrato termina, golos marcados, etc.). No final devemos colocar o nosso e-mail, onde iremos receber a resposta, e enviar o formulário para o observatório.

p.s. Para aqueles que detestam o Diego Costa, vejam onde este se encontra na tabela.

visaodemercado.blogspot

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