As teorias que valem lixo?

by Alexander Sweden

Palavas sábias de Benzema:

«Valorizo as críticas quando são feitas por alguém que jogou ao mais alto nível, se vêm de alguém que não jogou futebol não as levo a sério. A única coisa que importa são os golos.»

 (in A Bola online)

Depois de tanta caganeira intelectual que tenho observado ao longo dos últimos meses  em dois ou três blogs, cujos princípios mandavam um treinador para o esgoto em três tempos, é interessante analisar as palavras de Benzema e constatar como elas vêm ao encontro daquilo que é defendido neste blog. Felizmente o francês já percebeu que o futebol profissional não é poesia nem xadrez. É claro como água que um ponta de lança vive dos golos. Tal como referi em momento oportuno (ver aqui): “Porque é impossível que um avançado, face à posição que ocupa no terreno, esteja maioritariamente perante situações em que a melhor decisão é passar a bola em fez de fulminar. Se não fulmina, significa que em muitos lances não é competente porque aborda mal a bola (decisão com bola) ou porque simplesmente não está lá (decisão sem bola). Aquilo que dá ao jogo coletivo dificilmente compensa aquilo que tira à equipa em termos de jogo individual”.

Esta linha de pensamento (vigente no futebol profissional, mas menosprezado em alguma da suposta blogosfera especializada) significa que as assistências fantásticas executadas por parte dos avançados centro não são importantes? Claro que são importantes, mas tal como um agente policial que ajuda velhinhas a  atravessar a estrada não se exime de continuar a proteger os cidadãos, também o ponta de lança não pode deixar sequer de ficar obcecado em marcar golos só porque tem muitas assistências. Se um polícia ajudar muitas velhinhas a atravessar a estrada será que isso lhe dá crédito para que quando presencie um assalto possa ir fumar um cigarro e assobiar para o ar? Basicamente é o que certos paladinos de teorias bonitas, mas que não servem os interesses do futebol de milhões, defendem.

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