Porque razão Riquelme nunca singrou verdadeiramente na nata do futebol?

by Alexander Sweden

A resposta é simples e é dada aqui:

“Correr, corre cualquiera, pero jugar al fútbol es más complicado. Hoy una persona se pone a entrenar todos los días y corre los 42 kilómetros como los que se hicieron el otro día. A veces escucho en la tribuna ‘¡Corré más!’ y yo pienso que eso lo hace cualquiera”, le respondió a aquellos que le exigen más sacrificio en la cancha. “La gente me da demasiado. Yo soñaba de chiquito, como seguro soñaban ellos, con jugar un partido en La Bombonera, que es la cancha más linda de todas”.

Não obstante ter sido um dos jogadores mais talentosos dos últimos 30 anos, Riquelme com este tipo de mentalidade só poderia ter passado ao lado de uma grande carreira na Europa. Não me custa acreditar que o corpo técnico do Barcelona tenha detetado ab initio esta matriz de pensamento, concluindo que não serviria os interesses de um clube que tem sempre como objetivo ganhar tudo. É no entanto curioso que ninguém tenha conseguido convencer o jogador que o futebol não exige correr por correr, porque não é o aspeto quantitativo (correr muitos kms só porque sim) o determinante , mas sim  o aspeto qualitativo (correr quando se deve correr, parar quando se deve parar e muito importante, a capacidade de explosão – algo que se trabalha permanentemente – que sempre ajudou  Ronaldo, Messi e Bale a manterem-se no topo do futebol e a fazer a diferença).

Mas o que me preocupa é que continue a haver no futebol de formação quem concorde com as palavras bárbaras proferidas pelo génio jogador. Preocupa-me que os nossos filhos lidem diariamente com treinadores que advoguem este tipo de mentalidade, pegando em carreiras promissoras e mandando-as para o lixo em nome de uma vaidade intelectual equivocada de chinelo no pé!

Outra das minhas preocupações diz respeito aos jovens, que com ambição natural saem das universidades cheios de sonhos legítimos, ainda que órfãos de um tratamento de choque para se coadunarem ao futebol profissional,  mas cujo impacto muitos teimam  em recusar porque é mais fácil deixarem-se ludibriar pela falsa doutrina, ainda que o preço a pagar por esta insensata escolha seja o risco de fazer toda uma carreira no futebol distrital ou ao fim de 15/20 anos ainda se encontrarem a treinar os benjamins (quando ambicionavam muito mais do que isso). Atenção aos que não evoluem nem deixam os outros evoluir!

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