Diarreia doutrinária ou simples vaidade intelectual?

by Alexander Sweden

Palavras de Káká sobre Ronaldo Fenómeno:

«Para mim, o melhor jogador é aquele que consegue pensar e executar de forma incrivelmente rápida e Ronaldo Nazário era o melhor. A velocidade com que ele pensava e executava era perfeita. Ronaldo era realmente espantoso»

 (in A Bola online)

 

Se há parágrafo que resume o que tem sido defendido neste blog ao longo dos meses, este será efetivamente um deles. Só lhe faltava acrescentar a qualidade com que pensava e uma outra componente mental que ninguém fala mas que é crucial (irá ser retomada num futuro post).

Por outras palavras, exige-se a um jogador profissional (ou que almeje a tal) que concilie três ingredientes essenciais: Os mentais (onde se inserem os aspetos decisórios, mas onde há muito mais do que isso); Os físicos (no caso do Fenómeno sobressaía a agilidade enquanto um dos elementos que fazem parte da componente “Capacidade Física”); Os técnicos (no caso do saudoso avançado brasileiro destaca-se o remate).

Não faz sentido num mundo tão competitivo descurar qualquer destes três ingredientes. Perante a falsa doutrina os físicos não são dignos de destaque porque os jogadores supostamente são praticamente todos iguais (tipo soldadinho de chumbo), quando na prática são tão distintos (seja na velocidade, na força ou na agilidade, etc.) e podem fazer a diferença entre ser-se bom ou genial. Conforme já aqui foi escrito, não faz sentido colocar num trono isolado os aspetos decisórios (um elemento dos aspetos mentais) quando estes são tão reféns dos aspetos físicos e técnicos (o que seria de Cristiano Ronaldo e Messi se não fossem fora de série em alguns elementos destes aspetos).

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